O Tráfego Oculto Está Custando Receita Programática aos Publishers. Veja Como Estamos Recuperando Essa Receita

Uma bifurcação no caminho, contrastando um trecho escuro sinalizado como bloqueado por adblock com um trecho ensolarado repleto de banners, vídeo e atualização de anúncios

Se o seu painel mostra uma taxa modesta de bloqueio de anúncios, você não está vendo o quadro completo.

Uma parcela cada vez maior do bloqueio de anúncios acontece hoje nos bastidores, invisível até para os próprios scripts que normalmente a reportariam. Pesquisadores do setor chamam isso de tráfego oculto (dark traffic), o segmento que mais cresce no universo do adblock e um dos maiores freios ocultos à monetização programática atual.

Acabamos de colocar o Ad Shield no ar para recuperar essa receita, e é por isso que isso importa para publishers que querem extrair mais receita do tráfego que já têm.

Por Que os Bloqueadores de Anúncios São uma Ameaça Crescente à Monetização Programática

Bloquear anúncios costumava significar uma extensão de navegador que o usuário escolhia instalar. Esse cenário ainda existe, mas hoje representa a metade menor do problema.

Atualmente, o bloqueio de anúncios é cada vez mais ativado por terceiros:

  • Um departamento de TI que o implementa em toda a rede
  • Um provedor de VPN que o inclui por padrão
  • Um navegador que o integra no nível do sistema operacional

A pessoa que navega nunca deu esse consentimento e, na maioria das vezes, nem sabe que isso está acontecendo. Diversas estimativas do setor colocam o uso global de bloqueadores de anúncios entre 30% and 40% dos usuários de internet, com o total de sessões bloqueadas já bem acima de 900 million e se aproximando da marca do bilhão.

O problema é que boa parte desses bloqueadores mais novos e agressivos não se limita a esconder os anúncios. Eles também bloqueiam a tag de analytics. Assim, o tráfego desaparece completamente dos seus relatórios. Você não vê uma impressão bloqueada. Você não vê absolutamente nada, como se a visita nunca tivesse acontecido, e esse tráfego sequer chega a entrar nos seus cálculos de receita programática.

Esse é o ponto cego que nos propusemos a eliminar.

A Maioria dos Visitantes Bloqueados Não é Receita Perdida, é Receita Não Reclamada

Eis o ponto que costuma passar despercebido na maioria das conversas sobre bloqueio de anúncios: a maior parte dos usuários bloqueados não é militantemente contra anúncios. Pesquisas mostram, de forma consistente, que a maioria das pessoas espera ver algum tipo de publicidade ou não se incomoda com formatos que não são intrusivos. O que elas rejeitam é o que incomoda, vídeo com reprodução automática e som, pop-unders, anúncios que tomam a página inteira, e não a publicidade como conceito.

Essa é uma distinção relevante para publishers que pensam em aumentar a receita programática. Ela significa que boa parte do tráfego não monetizado não está perdida de forma permanente. É receita que está ali, à espera, simplesmente porque ninguém reintroduziu uma experiência de anúncios decente para esse tráfego.

Por Que Fizemos uma Parceria com o Ad Shield para Recuperar Receita Programática

Começamos a notar um padrão entre os nossos próprios publishers: sites em que as taxas de bloqueio reportadas pareciam modestas, mas em que o tráfego oculto claramente corroía o yield quando se olhava mais de perto. O Ad Shield é especialista exatamente nessa camada, medindo e recuperando o tráfego que as ferramentas padrão de monetização de adblock não conseguem alcançar, incluindo o bloqueio no nível de rede e o gerenciado por TI, que impulsiona a maior parte do crescimento recente.

A integração já está no ar. Na prática, ela oferece aos publishers da nossa plataforma:

Medição adequada do tráfego oculto. Sessões que antes simplesmente não apareciam em lugar nenhum tornam-se visíveis, permitindo dimensionar o problema antes de decidir o que fazer a respeito.

A sua stack de anúncios existente, reativada. Isso inclui GAM, Prebid e a sua configuração de SSP, veiculando anúncios nessas sessões em vez de perdê-las por completo.

Uma gama de formatos mais ampla do que um simples banner estático. Vídeo e atualização de anúncios (ad refresh) também são recuperados, não apenas display.

Sem custo inicial. A configuração é simples do nosso lado e não custa nada ao publisher para começar. O modelo é de revenue share apenas sobre o que é recuperado, sem taxas de whitelisting.

Para dar contexto sobre a mecânica: uma abordagem alternativa amplamente usada, o Acceptable Ads, só funciona com bloqueadores de anúncios que aceitaram participar desse programa, e ela limita quais formatos e comportamentos de atualização são permitidos. É um modelo razoável para os bloqueadores que o adotam, mas não alcança os bloqueadores mais novos e não participantes, que hoje impulsionam a maior parte do crescimento. A abordagem do Ad Shield não depende da cooperação do bloqueador, e é por isso que ela alcança uma fatia significativamente maior do tráfego bloqueado e tende a gerar um yield mais alto por impressão recuperada.

O Que Isso Significa para o GDPR e para Publishers da UE

Dado que boa parte da nossa base de publishers está na UE, essa foi uma pergunta que fizemos antes de colocar a solução no ar, não depois. Alguns fatos que vale a pena deixar claros:

  • O escopo de processamento do Ad Shield é restrito: endereço IP e string de User-Agent, nada além disso. Nenhum dado pessoal adicional é coletado como parte do processo de recuperação.
  • O Ad Shield está registrado na IAB Europe TCF Vendor List.
  • Temos um Data Processing Agreement (Acordo de Processamento de Dados) assinado, cobrindo o processamento descrito acima, incluindo cláusulas contratuais padrão para os subprocessadores envolvidos.

Esse é o padrão que exigimos de qualquer parceiro antes de ativar um novo fluxo de dados em toda a nossa base de publishers.

Isso Merece a Atenção dos Publishers Agora?

Resposta curta: sim, e cada vez mais.

O bloqueio de anúncios deixou de ser um problema de nicho, restrito a usuários avançados preocupados com privacidade. Hoje ele vem ativado por padrão para uma grande parcela do tráfego, sem que o visitante tenha feito qualquer escolha nesse sentido, e o volume continua crescendo a cada ano.

Não se trata de um novo produto que estamos pedindo aos publishers para comprar. É uma capacidade que incorporamos à nossa plataforma de monetização já existente, no mesmo modelo de revenue share que usamos em tudo o que fazemos. Os publishers ganham mais com um tráfego que antes não gerava nenhuma receita, e nós ganhamos junto com eles.

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